Sobre este episodio
Foguetes sobrevoando a cidade de Tel Aviv e prédios destruídos em Gaza. O cenário observado em Israel esta semana é razão de preocupação dentro e fora do Oriente Médio. Desta vez, além dos bombardeios e do clima de mobilização total entre israelenses e palestinos, que contam mortos e feridos, eclodem disputas também entre árabes e judeus que vivem, lado a lado, nas chamadas cidades mistas, como Lod, na região central do país. Esse é um fator novo, de consequências imprevisíveis. Por isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, impôs toque de recolher em Lod. De acordo com a imprensa de Israel, esta é a primeira vez em que o estado de emergência é decretado em uma área com grande população árabe desde 1966. Mas o clima de confrontação nas ruas se estende por outras cidades onde, até poucos dias, havia o convívio entre vizinhos. O conflito armado ocorre sete anos após a paralisação das negociações mediadas pelos Estados Unidos para a criação de um estado palestino. E isso tudo em um cenário político complexo, tanto em Israel quanto em Gaza, controlada pelo Hamas. No Ao Ponto desta quinta-feira, o colunista Guga Chacra e a jornalista Paola De Orte, diretamente de Tel Aviv, explicam o que provocou os confrontos em Israel; em que aspectos essa onda de violência se difere das anteriores; e de que forma é possível encontrar uma mediação para evitar uma escalada ainda maior do confronto.