Sobre este episodio
Da costa do Maranhão chega o sinal de alerta. Qualquer descuido pode permitir a contaminação local pela chamada variante indiana do novo coronavírus, considerada mais transmissível. No último sábado, apenas um de 24 tripulantes indianos de uma embarcação com bandeira de Hong Kong apresentava sinais de gripe. Mesmo assim, todos foram testados. 15 tiveram resultado positivo. Em seis deles foi possível analisar o genoma do vírus. Nesse grupo, a nova cepa estava presente em todos os infectados. No Pará, no Ceará e o no Rio também há casos sob vigilância. Ao mesmo tempo, seguindo o exemplo do presidente Jair Bolsonaro, são muitos os brasileiros que abrem mão do distanciamento e do uso de máscaras, como ocorreu no domingo, durante o evento que o presidente participou com milhares de apoiadores no Rio. Isso tudo em um cenário no qual a vacinação avança em ritmo aquém ao desejado e com as medidas locais de restrição aos mais variados tipos de atividades já levantadas por estados e municípios. Um roteiro que, segundo os especialistas, torna inescapável o aumento de novos casos, internações e mortes. No Ao Ponto desta terça-feira, o médico infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda explica o que já se sabe sobre a variante indiana e analisa o conjunto de fatores que vai determinar o rumo da pandemia no Brasil.