Sobre este episodio
No dia 18 de maio, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, no programa Conversa com Bial, que o mais importante, nas eleições de 2022, é a convergência de uma “frente” para que a disputa presidencial não fique entre Bolsonaro e Lula. Segundo FH, o candidato não precisaria necessariamente ser do seu partido, o PSDB, desde que ele represente o chamado “campo democrático”. Por isso, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, participou, na quarta-feira (16), de uma conversa com dirigentes de outras seis legendas de centro, como DEM, MDB, Podemos e Cidadania, para discutir essa candidatura única. De acordo com os porta-vozes do encontro, haverá reuniões sistemáticas e já há unidade sobre a decisão de não apoiar o presidente ou o petista. Mas as divergências nesse campo que busca a “terceira via” ainda são profundas e dificultam a construção de um cenário para superar essa polarização. Isso mesmo depois que diferentes nomes já saíram da lista de potenciais candidatos, como o ex-presidente do partido Novo João Amôedo e o apresentador Luciano Huck. No DEM, por exemplo, ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta é o nome mais lembrado, porém a legenda está ligada ao governo federal, inclusive com ministros na Esplanada. No Ao Ponto desta quinta-feira, o colunista Bernardo Mello Franco e o cientista político e professor do Insper Carlos Melo analisam o atual cenário político e apontam as dificuldades para a formação de uma alternativa à polarização entre Bolsonaro e Lula.